Uma questão de matemática
Pode até parecer uma questão básica, todavia se torna curioso saber que nem sempre uma baixa seguida de uma alta, faz o recurso ser totalmente recuperado quando tratamos de ações.
Essa semana o mercado financeiro se voltou para questão da Petrobras, que teve no pregão de 22.02.2020 uma queda de mais de 20%, fruto das notícias envolvendo o presidente da República e a troca no comando da empresa.
Entretanto, um dia após (23.02.2020) as ações da Petrobras tiveram uma alta de pouco mais de 12%, o que abre espaço para uma questão matemática que envolve o investimento em ações: Quanto as ações precisam subir para recuperar essa queda ?
Talvez parecesse óbvio dizer 20%, mas está errado!
Observe a figura abaixo, ao cair 20% a base de cálculo, para o outro dia altera, ou seja, o rendimento é diário, e no dia 2, a base já não é a mesma do dia 1, um aumento de 20% serviria para recuperar uma parte da queda, e não ela toda!

Na figura acima fica claro, que uma queda de 20% implica em uma perda de $20,00, e no dia seguinte uma alta de 20%, recuperaria apenas $ 16,00, e não os $ 20,00.
Isso acontece porque no dia 1, a base de cálculo é o $100,00, e no dia 2, a base de cálculo já considera o valor de $80,00, que nada mais é, que os $100 de ontem, subtraído da queda, ou seja, o valor atual.
Então, quanto precisa subir?

A resposta correta seria 25%.
Para não esquecer mais, a DêValor apresentou abaixo, quanto em porcentagem uma ação precisaria subir, após fechar o dia em queda, confira na figura abaixo:

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