Gastos imaginários
Nossa mente pode ser uma grande aliada nas nossas mudanças, como também pode nos atrasar em diversos aspecto (financeiramente falando), principalmente quando inventamos gastos que não são necessários, chamarei de gastos imaginários.
A vida é composta de fases e ciclos, quando estou falando de fases quero que você entenda: fase boa e ruim, e quando falo de ciclos, quero entenda períodos como anos (que possuem seu início, meio e fim).
Diante de fases boas e finais de ciclos, muitas pessoas tendem a ter um certo otimismo, e um planejamento que antes foi construindo começa a ser abandonado, é fato que com uma melhora na vida financeira ou mesmo encerramento de determinado período merecem comemorações especiais, todavia é nesta virada que muitos são enganos pela própria imaginação.
Quantas pessoas no final do ano abandonam as contas e com o pensamento de que “o próximo ano será melhor” aumentam ou contraem dividas, já comprometendo um período que ainda não iniciou, ou mesmo, uma fase boa que ainda levará alguns meses para chegar.
Desfrutar do seu ganho é necessário, contudo não devemos abondar uma olhar reflexivo sobre a nossa situação financeira e nosso padrão de vida, e só estou falando isto, pois em fases boas e finais de ciclos são momentos em que criamos gastos imaginários, ou seja, despesas que não precisávamos, todavia o otimismo nos leva a aceitá-las com mais facilidade.
O otimismo excessivo pode causar o mesmo efeito dos elogios em excesso, ao invés de ajudar, pode estragar…
Elogios são em certo grau reconhecimento de um bom feito ou trabalho, porem ao excesso eles causam um efeito contrário, o mesmo se dá com o otimismo, e um dos efeitos contrários é a criação de gastos imaginários, que certamente roubarão os recursos para as experiencias especiais, que esta nova fase da vida deveria proporcionar.

